PASTOR
CLÁUDIO GAMA
Palavra & Estudo
Devocionais, história da igreja, missões e teologia — com profundidade bíblica, para uma fé com raiz.
Muita gente acha que teologia sistemática é assunto de acadêmico frio. Eu discordo. Ela é o mapa que impede o crente de se perder, e o remedinho contra o modismo que aparece a cada cinco anos com cara de novidade.
Ele fez algo raro: escreveu teologia séria numa linguagem que o membro comum entende, sem diluir a doutrina. É provavelmente o manual de sistemática mais lido pelos evangélicos brasileiros de hoje.
Ele curava corpos de graça e ensinava a ler para que as pessoas pudessem ler a Bíblia. Perseguido na Madeira, chegou ao Brasil em 1855 e fundou, em 1858, a primeira igreja evangélica de língua portuguesa do país. Sua esposa nos deu o primeiro hinário evangélico em português.
Quando as igrejas fecharam as portas para ele, Whitefield subiu num monte e pregou ao ar livre. Foi assim que milhares de pessoas ouviram o evangelho pela primeira vez.
Ele escreveu quatro volumes de dogmática com uma erudição assustadora, e ao mesmo tempo defendeu que a fé cristã alcança a família, o trabalho, a ciência e a cultura. Hoje finalmente podemos lê-lo em português.
Ele enterrou a esposa, perdeu a saúde e morreu aos trinta e quatro anos, longe de casa. Em pouco mais de oito anos de trabalho no Brasil, deixou uma igreja organizada, um presbitério, um seminário e um jornal que abriu caminho para o evangelho na imprensa nacional.
Em 8 de julho de 1741, num vilarejo chamado Enfield, um pastor de voz contida leu um sermão e a congregação inteira se quebrou. Não houve show. Houve verdade.
Ele não buscou originalidade nem holofote. Escreveu com uma clareza tão organizada que, quase um século depois, continua sendo o primeiro manual de teologia sistemática na mão de milhares de estudantes brasileiros.
Em 8 de janeiro de 1956, cinco missionários foram mortos a lanças por um povo que eles tentavam alcançar. Anos depois, as viúvas voltaram para viver entre aquele mesmo povo — e o filho de um deles foi batizado pelo homem que matou seu pai.
Wesley pregava antes de ser convertido. Sua história é um alerta para todo obreiro: é possível estar no ministério e ainda não ter descansado na graça.
Um genebrino do século XVII escreveu o livro que virou padrão de ensino nos Estados Unidos. Duzentos anos depois, um professor de Princeton passou cinquenta e sete anos ensinando doutrina e disse, sem ironia, que nenhuma ideia nova jamais nasceu naquele seminário.
O primeiro missionário estrangeiro enviado pelos Estados Unidos passou seis anos pregando sem ver uma única alma se converter. Perdeu filhos, perdeu a esposa, foi torturado. Duzentos anos depois, existem milhões de cristãos naquela terra.
A Bíblia que você abre no celular custou fogueiras. Jan Hus, John Wycliffe e William Tyndale pagaram com a vida por aquilo que hoje tratamos com tanta naturalidade.
Ele não queria ser reformador, queria ser estudioso quieto numa biblioteca. Deus o arrastou para Genebra, e dali ele escreveu o manual de doutrina mais influente da história protestante — começando por uma frase sobre conhecer a Deus e conhecer a si mesmo.
Ele morreu de joelhos, ao lado da cama, numa aldeia africana. Dois amigos africanos carregaram seu corpo por mais de mil quilômetros para que a Inglaterra o enterrasse. Mas o coração dele ficou sepultado debaixo de uma árvore, na terra que ele escolheu amar.
Lutero não queria dividir a igreja. Queria entender como um pecador pode se apresentar diante de um Deus santo. A resposta que encontrou em Romanos 1.17 mudou a história do mundo ocidental.
Ele era brilhante, ambicioso e escravo dos próprios apetites. Uma voz de criança num jardim, uma página de Romanos e a oração de uma mãe mudaram a história do pensamento cristão para sempre.
Enquanto os missionários se concentravam nos portos, um jovem inglês de saúde frágil olhava para dentro da China e chorava pelas províncias onde ninguém havia pregado. O que ele fundou numa praia de Brighton mudou a estratégia missionária para sempre.
Meses antes de Berg e Vingren desembarcarem em Belém, um italiano convertido em Chicago já estava pregando entre imigrantes no Paraná e no Brás. Sua história é uma aula sobre simplicidade, ordem e dependência do Espírito.
Ele consertava sapatos e chorava por nações que nunca havia visto. Quando ousou dizer que a Grande Comissão ainda valia, foi mandado calar a boca. Não calou — e o mundo protestante nunca mais foi o mesmo.
Eles não tinham dinheiro, não falavam português e nunca haviam ouvido falar do Pará. Tinham apenas uma palavra do Senhor e um mapa. Cento e poucos anos depois, aquela obediência se tornou o maior movimento evangélico da história do Brasil.